Arquitetura

A arquitetura flutuante do Waterstudio


Foto: Friso Spoelstra

Dedicado exclusivamente à “arquitetura aquática”, digamos assim, o escritório Waterstudio foi fundado pelo arquiteto holandês Koen Olthuis, em 2003. Ficou conhecido pelas casas flutuantes erguidas sobre plataformas de concreto e poliestireno. Em seu país, projetou e construiu mais de 200 residências e escritórios sobre as águas e por isso passou a ser conhecido como o “holandês flutuante”.

Complexo residencial Cidadela, em Naaldwijk, na Holanda.

De lá para cá, Olthuis passou a projetar em outras escalas e temas, além do residencial. E para outros países além da Holanda, como Noruega, China, Índia e República das Maldivas que, aliás, corre o risco de sumir do mapa com aumento do nível do mar ocasionado pelos efeitos do aquecimento global. Por isso, o país viu na arquitetura do “holandês flutuante” a chance de sobreviver aos efeitos das mudanças climáticas.

Resort Ocean Flower, nas Maldivas.

Em 2012, o holandês finalizou para as Maldivas o projeto do Ocean Flower, gigantesco resort formado por uma cadeia de ilhas projetadas para se moverem com as ondas, acompanhando o nível do mar. As ilhas mantêm sua localização por estarem presas ao fundo do Oceano Indico com os mesmos tipos de cabos usados nas plataformas petrolíferas.

Em 2014, Olthuis criou o City Apps, projeto de unidades educacionais e assistenciais feitas com contêineres sobre plataformas flutuantes feitas com garrafas PET recicladas. Inaugurada em março de 2016 na cidade de The Hague, na Holanda, a unidade educacional com 20 computadores viajou de navio para Korail, a maior favela de Dhaka, capital de Bangladesh, país pobre suscetível a inundações provocadas por mudanças climáticas.

Interior do City App educacional

Subsidiado pela Unesco, o City App de Dhaka funciona como escola durante o dia. No fim da tarde e à noite, se transforma em um cybercafé.

Amillarah Private Islands

Mas a maioria dos projetos criados pelo Waterstudio destina-se aos ricos, como a Cidadela, em Naaldwijk, na Holanda, complexo residencial flutuante formado por 60 apartamentos de luxo. Ou aos muito ricos, como as ilhas particulares (com soluções da arquitetura sustentável) Amillarah Private Islands, que poderão ser feitas em qualquer parte do mundo. A iniciativa é da casa de leilões Christie’s International Real Estate junto com a construtora holandesa Dutch Docklands.

hotel Krystall, na Noruega

Com formato de floco de neve, o hotel Krystall, na Noruega, deve ser a próxima construção flutuante projetada por Olthuis a ser inaugurada, provavelmente no início de 2017. O teto de vidro permitirá que os hóspedes assistam a aurora boreal sem ter de sair do luxuoso hotel.

 

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